May 11

Um pouco antigo porém bastante interessante.
A intenção do texto é mostrar o quanto o FreeBSD é valioso e o quanto pode valer a pena conhecê-lo.

Introdução

Todo mundo que conhece ou já ouviu falar de um sistema operacional UNIX-Like gratuito, pensa no Linux, e na maioria das vezes já o usou também, nem que seja para matar a curiosidade. Entretanto, o GNU/Linux não é o único sistema operacional UNIX-Like gratuito existente. O FreeBSD http://www.freebsd.org> e seus parentes, NetBSD <http://www.netbsd.org>, e OpenBSD <http://www.openbsd.org>, são todos ramificações do BSD UNIX, uma versão comercial do UNIX, também conhecida como Berkeley Software Distribution. Este artigo vai ajudá-lo a aprender um pouco mais sobre o FreeBSD, suas principais diferenças do Linux, e vai orientá-lo num possível processo de migração.

Parte I

Não como o Linux, que usa a licença GPL, a família BSD usa uma licença própria. Para resumir as diferenças entre as duas licenças em uma sentença, a licença GPL requer que qualquer mudança feita no código se torne pública e licenciada na própria GPL. A licença BSD não precisa deste requerimento, qualquer mudança feita no código, o proprietário pode deter a licença.

Existem muitas outras grandes diferenças no funcionamento do FreeBSD e outras grandes distribuições de Linux. Este artigo vai mostrar-lhe as grandes diferenças que encontrei quando troquei meu Linux pelo FreeBSD.

Apesar de que algumas pessoas discordem neste ponto, o termo Linux apenas se refere ao kernel do sistema, nada mais. As aplicações que você utiliza na sua distribuição Red Hat ou Debian, são utilitários adicionados pela respectiva distribuição. FreeBSD, de outro modo, refere-se ao sistema operacional como um todo. FreeBSD é o kernel, assim como as aplicações básicas necessárias para o uso do computador, assim como os comandos “mv” ou “cp”. Essa diferença resulta na existência de várias distribuições de Linux, como Mandrake, SuSE, Debian e Slackware. Qualquer um que tenha usado tanto o Mandrake quanto o Debian pode dizer que existem muitas diferenças entre os dois. Só existe um FreeBSD. O meu FreeBSD é o mesmo FreeBSD que você tem - exceto por diferenças entre as versões, FreeBSD é FreeBSD.

Três grandes distribuições de Linux, Red Hat, Mandrake e SuSE usam o gerenciador de pacotes RPM. O RPM faz a instalação, upgrade, desinstalação, e checa as dependências para programas instalados nessas distribuições. Apesar de que o RPM cheque por erros de dependência antes de instalar um programa, o RPM deixa muito a desejar. Por exemplo, o RPM não pode buscar outros RPMs que serão necessários para solucionar os erros de dependência. Eu conheço no mínimo três projetos que tentam resolver isso, o urpmi, o apt-get do Debian, que de qualquer jeito não é relacionado ao RPM, e é uma função somente do Debian, e uma junção entre o RPM e o apt-get. Se você está disposto a usar algum dos três métodos citados acima, você terá que encontrar e baixar manualmente os RPMs requeridos. Parece fácil? Muito fácil até que você tente instalar manualmente o gnome ou fazer um upgrade do XFree através de RPMs. Depois de você encontrar os RPMs corretos, eles podem ser para o SuSE, e se você está rodando um Red Hat, existem possibilidades dos RPMs não funcionarem.

Cada distribuição de Linux é diferente, e onde elas mais se diferem é no layout do sistema. Estou certo que a maioria das pessoas já ouviram falar que o SuSE põe o KDE no /opt enquanto o Red Hat põe o KDE no diretório /usr. Para piorar ainda mais, o RPM não reconhece programas que foram compilados pelo código fonte. Se você tiver o último e melhor Qt compilado pelo código fonte, o RPM nem vai desconfiar que ele existe se você tentar instalar o KDE pelos RPMs.

O FreeBSD usa o que é conhecido como “packages” para instalar, desinstalar, e atualizar aplicações. O comando pkg_add é usado para instalar um pacote que você baixou manualmente para o seu computador. Você ainda pode rodar o pkg_add com a opção “-r” seguida do nome do pacote, que ele será baixado automaticamente da internet, e tudo mais o que ele necessita para rodar. Mas o mais impressionante nos pacotes do FreeBSD é o ports. O ports é uma árvore hierarquica de aplicações portadas para o FreeBSD. Cada diretório contém um Makefile e todas as informações necessárias para baixar, compilar e rodar um aplicativo portado para o FreeBSD. Por exemplo, se eu quero instalar o Apache Web Server, tudo o que eu tenho que fazer é entrar no diretório /usr/ports/www/apache, digitar make install, e dar uma volta pra tomar um cafezinho.

Levando em conta que eu tenha um bom computador com uma conexão à internet rápida, quando eu voltar o ports terá baixando o código fonte do Apache, compilado e instalado para mim! O ports também baixa, compila e instala todas as dependências que o Apache precisa para rodar. Não interessa se eu já havia instalado alguma dependência do Apache pelo ports, se eu já havia compilado manualmente essa dependência, ou instalado por um pacote binário. O ports acha essa dependência desde que ela esteja no seu $PATH, e funcionando corretamente.

Outra diferença entre o Linux e o FreeBSD, é que com o FreeBSD, 99% do que você instala via ports ou pkg_add, por padrão vai para o /usr/local, enquanto no Linux, na maioria das vezes vai para o /usr, e algumas vezes para o /opt. É uma diferença pequena, mas é bom saber que tudo o que você instala está no /usr/local e não espalhado pelo sistema todo.
Parte II

O FreeBSD usa um programa chamado cvsup para manter-se atualizado. Uma vez que você criou um arquivo de configuração, o cvsup compara os arquivos locais do seu sistema, com os arquivos que estão no servidor cvs, e atualiza automaticamente todo o sistema. Você pode usar o cvsup para manter sua árvore do ports atualizada, e também para manter o seu código do FreeBSD estável e atualizado.

Não como o Linux, que normalmente apenas o kernel é baixado e compilado em um período regular, você pode facilmente baixar todo o código do sistema operacional com o cvsup. A principal vantagem de usar o cvsup é que o FreeBSD estará sempre atualizado de uma maneira extraordinariamente simples. Depois de baixar o novo código fonte, você compila o novo kernel, e em seguida, compila o resto do sistema operacional, usando um simples comando: make buildworld. Depois você muda para o modo single user e instala tudo com outro comando também muito simples: make installworld. É muito fácil!

O modo como as partições são vistas pelo Linux e pelo FreeBSD é muito diferente.

O Linux vê um disco rígido como se ele fosse dividido em diferentes partições. O que nós normalmente conhecemos como partição, o FreeBSD chama de slice. Dentro de cada slice, existem uma ou mais partições do BSD. Essas partições do BSD são o que aparecem no /etc/fstab.

Talvez a próxima grande diferença entre o Linux e o FreeBSD é a filosofia de como os dois sistemas operacionais são projetados. O Linux tende a ter novos drivers e recursos muito antes que o FreeBSD. Os desenvolvedores do FreeBSD são muito mais conservadores. Eles preferem códigos testados e aprovados a novos recursos fúteis, preferindo esperar os maiores bugs serem descobertos e consertados. Caso o FreeBSD seja usado em um desktop e você deseja utilizar os últimos recursos de hardware e drivers, isto pode ser um problema. Mas caso o FreeBSD seja usado em um servidor, você terá códigos testados e aprovados. Porém, quem vai querer utilizar uma placa de vídeo com recursos 3d e mais um monte de coisas fúteis em um servidor?

Outra diferença é no que é instalado por padrão. Se você rodar a instalação padrão de um SuSE, você vai ter no mínimo um gigabyte de software instalado. O FreeBSD, ao contrário, instala somente o básico. Ele instala somente o que é essencial para o funcionamento do sistema, sendo que você ainda pode instalar mais de quatro mil aplicações via ports. A maioria dos programas que rodam no Linux já estão portados e rodando no FreeBSD, a única diferença, é que no Linux eles são instalados por padrão, a menos que você use um Debian, essas aplicações terão que ser baixadas manualmente da internet. No FreeBSD, essas aplicações são opcionais. Outra diferença é a shell, no Linux, a shell padrão é o bash, e no FreeBSD é o tcsh.

Para aplicações comerciais, como Oracle ou HP Openmail, o FreeBSD oferece uma compatibilidade com o Linux. Esta compatibilidade permite que o FreeBSD rode arquivos binários do Linux quase na velocidade que eles rodariam no próprio Linux. Dependendo da aplicação, ela pode ser rodada na velocidade nativa do Linux, como se estivesse mesmo no Linux. Esta compatibilidade é um passo acima da emulação. As bibliotecas requeridas pelo Linux são instaladas no FreeBSD em forma binária. Quando você tenta rodar uma aplicação do Linux no FreeBSD, o sistema entende que é um arquivo binário do Linux, e simplesmente aponta o arquivo binário para as bibliotecas que ele precisa para rodar.

No FreeBSD também existe suporte para emulação da versão comercial do BSD UNIX, NetBSD, OpenBSD, e de arquivos binários do SCO. Cada sistema operacional em diferentes estágios de suporte, com o melhor suporte, respectivamente, para o BSD UNIX, NetBSD, e OpenBSD. Apesar de que os desenvolvedores do FreeBSD estejam mais preocupados em qualidade do que quantidade, isso não quer dizer que o FreeBSD seja deficiente nesse aspecto. O FreeBSD 5.0, que sairá em novembro de 2002, terá um ótimo sistema de processamento simultâneo, que funcionará perfeitamente com até 32 processadores simultaneamente. A versão 5.0 também terá um completo sistema de arquivos DEVDFS. Apesar do sistema de arquivos DEVDFS estar disponível para o Linux, você não ouve falar muito sobre ele. O sistema de arquivos DEVDFS permite que o sistema de arquivos /dev seja dinamicamente mudado. Por exemplo, se você adicionar um teclado USB, ele irá “magicamente” aparecer no /dev.

Depois da grande explosão dos “ponto-com´s” pelo mundo inteiro, em 98/99, o Linux era o grande comentário. Todos os usuários de computador já haviam ouvido falar sobre um sistema operacional gratuito que estava competindo com a Microsoft, tanto em estações de trabalho como em servidores. Atualmente, os usuários de Linux estão cada vez aumentando mais. Mesmo assim, muitas pessoas estão começando a ouvir falar do FreeBSD. Espero que este artigo tenha ajudado você a entender um pouco mais sobre o FreeBSD como uma possível solução para o que você precisa. No final das contas, Linux e FreeBSD são gratuitos, então por que não comparar os dois e chegar a uma conclusão de qual dos dois é melhor sistema operacional para você?

Sobre Nathan Mace

Natham Mace é um veterano na Universidade de Charleston, West Virginia, EUA, “major” em “Computer Information Systems”. Nathan Mace é interessado em todos os tipos de sistemas operacionais, especialmente sistemas operacionais UNIX-Like, como Linux, *BSDs, e versões comercias do UNIX.

mace_nathan@uchaswv.edu

Sobre Felipe Neuwald

Felipe Neuwald é especialista em segurança de sistemas, atualmente residindo em Brasília, DF, atuando como consultor de segurança de sistemas, e professor de FreeBSD e outros sistemas operacionais UNIX-Like.
felipe@neuwald.biz

May 11

Histórico

As raízes do UNIX datam dos meados dos anos 60, quando a AT&T, Honeywell, GE e o MIT embarcaram em um massivo projeto para desenvolvimento de um utilitário de informação, chamado Multics (Multiplexed Information and Computing Service).
Multics era um sistema modular montado em uma bancada de processadores, memórias e equipamentos de comunicação de alta velocidade. Pelo desenho, partes do computador poderiam ser desligadas para manutenção sem que outras partes ou usuários fossem afetados. O objetivo era prover serviço 24 horas por dia 365 dias por ano - um computador que poderia ser tornado mais rápido adicionando mais partes.
Em 1969, o projeto estava muito atrasado em relação ao seu cronograma e a AT&T resolveu abandona-lo. O projeto continuou no MIT.
Neste mesmo ano, Ken Thompson, um pesquisador da AT&T que havia trabalhado no Projeto Multics, pegou um computador PDP-7 para pesquisar algumas idéias do Multics por conta própria. Logo Dennis Ritchie, que também trabalhou no Multics, se juntou a ele. Enquanto Multics tentava fazer várias coisas, UNIX tentava fazer uma coisa bem: rodar programas.
Este pequeno escopo era todo ímpeto que os pesquisadores precisavam. Em 1971 saiu a primeira versão do UNIX, V1, muitos meses antes do Multics, em assembler em um computador PDP-11 da Digital. Incluía sistema de arquivos, fork(), roff, ed. Era utilizado como uma ferramenta de processamento de texto para a preparação de patentes. Pipe() apareceu na V2.
Em 1973 o UNIX foi reescrito em C, talvez o fato mais importante da história deste sistema operacional. Isto significava que o UNIX poderia ser portado para novo hardware em meses, e que mudanças eram fáceis. A linguagem C foi projetada para o sistema operacional UNIX, e portanto há uma grande sinergia entre C e UNIX.
Em 1975 foi lançada a V6, que foi a primeira versão de UNIX amplamente disponível fora dos domínios do Bell Labs, especialmente em universidades. Este foi o início da diversidade e popularidade do UNIX. Nesta época a Universidade de Berkley comprou os fontes do UNIX e alunos começaram a fazer modificações ao sistema.
Em 1978 Berkley Software Distribuition lança a série 2.xBSD para PDP - 11 (a versão 2.11 foi lançada em 1992). Nesta versão saiu o csh. Neste ano também saiu a série 3BSD, que teve uma importante contribuição, virtual memory.
Em 1979 saiu a V7 e o Unix foi portado para o novo VAX da Digital. Esta versão incluia C K&R completo, uucp, Bourne Shell. O kernel tinha meramente 40 bytes! Esta foi a primeira versão vendida comercialmente do sistema, mas usada principalmente por universidades.
Em 1983 é lançado o System V da AT&T e o 4.2 BSD. O SV incluía o pacote IPC (shm, msg, sem) para comunicação entre processos. Surgiram outras versões do SV com a inclusão de novas características como sharedlibs no SVR4.
O 4.2BSD foi talvez uma das mais importantes versões do UNIX. O seu software de conexão de redes tornava muito fácil a tarefa de conectar computadores UNIX a redes locais. Nessa versão é que foram integrados os softwares que implementam TCP/IP e sockets.
Em 1988 foi lançado o SVR4. Este sistema era um merge de releazes anteriores do SV, BSD e SunOs, uma implementação decendente de BSD. Neste releaze foram incorporados as seguintes características:

* BSD: TCP/IP, sockets, csh, …
* SVR3: sysadmin, …
* SunOs: NFS, OpenLook GUI, X11/NeWS, virtual memory subsystem with memoy mapped files, shared libraries (!= SVR3)
* ksh

O 4.4BSD foi lançado em 1992 para várias plataformas: HP 9000/300, Sparc, 386, DEC e outras, mas não em VAX. Entre as novas características estão:

* Novo sistema de memória virtual baseado em Mach 2.5
* Suporte ISO/OSI (baseado em ISODE)

A Sun Microsystem também lançou a sua versão do UNIX a partir do BSD. Isto ocorreu até a versão SunOs 4.x. A nova versão, SunOs 5.x está baseada no SVR4, embora tenha herdado algumas características do SunOs 4.x. O novo sistema operacional da Sun, Solaris 2.x, é um SO que engloba SunOs 5.x, Open Network Computing e Open Windows. É o solaris que provê o pacote de compatibilidade entre os BSD/SunOs e o SVR4/SunOs 5.x.
A Microsoft também lançou uma versão do UNIX, chamada XENIX, que rodava em PCs. Este sistema era inicialmente baseado na Versão 7, depois herdou características dos SIII e depois do SV.

FONTE: http://www.pop-rs.rnp.br/ovni/unix/history.html

May 03

Por muitos já ouvi falar sobre uma linguagem de programação chamada Python (principalmente pelos amigos Gustavo, grande schneider, usuário do maravilhoso sistema FreeBSD :P e o Airton Arantes grande entusiasta da linguagem programação Python), e que fiquei um tanto curioso para conhece-la.

Não demorou muito para que pudesse acessar o site www.pythonbrasil.com.br e conhecer essa fantástica linguagem e suas maravilhosas particulariedades… (kkkkk realmente estou puxando bastante para o lado do python né?), mas realmente ela é d+, o pouco que conheco em algumas outras linguagem pude me deparar com grandes vantagens  em usar o Python. A princípio o python é uma linguagem orientada a objeto ou melhor ela é toda objeto :D, outra coisa também, totalmente intuítiva.

Você pode até imaginar o seguinte, mas uso windows será que funciona ? clarooooo :P e se eu usar linux também funciona… Clarooooo, se eu usar mac, também funciona?? claroooo :P e se eu usar FreeBSD ? clarooo…. ai você me faz uma pergunta… e se eu quiser usar para aplicações web ai não funciona né? ai eu te responderei… CLARO QUE FUNCIONA, python é uma linguagem desenvolvida para propósito geral.

Até criei uma Categoria Python para adicionar novidades e o que eu venho aprendendo sobre python :)

Se eu fosse você eu não deixaria de ir no site www.pythonbrasil.com.br e conhecer :)

Deus abençõe a Todos :)

Apr 29

O elevador é um lugar de constrangimento. Ninguém sabe pra onde olhar. E normalmente fica todo mundo olhando pra baixo, como se estivesse triste. Ninguém sabe sobre o que conversar. E, quando conversa, são sempre os mesmos comentários:

 

- Calor hoje, hein?

Se for no elevador do prédio onde você mora, tem sempre aquela senhora que comenta:

- Poxa, como você cresceu. Lembro de você pequenininho aqui no prédio fazendo travessuras. (Travessura! Quem é que ainda usa essa palavra?)

Se for no elevador do prédio onde você trabalha, normalmente comenta-se sobre futebol com o ascensorista (aqui em Recife todos eles são torcedores do Santa Cruz)

- E ai tricolor, teu time ontem deu sorte, viu?

Sinto saudades da época em que os elevadores não tinham câmera.

Quando você estava sozinho, podia ficar se olhando naquele espelho grande e fazendo poses e caretas. Podia abaixar as calças e ensacar a camisa social por dentro. Podia dar uma rapidinha com a namorada. Podia apertar os botões de todos os andares e ir embora feliz da vida.

Não que eu costumasse fazer essas coisas, mas era bom saber que eu podia.

FONTE: http://www.gun.com.br/cotidianus/?p=48

Apr 01

Hoje recebemos um email, na verdade uma beleza de email, na lista da FUG-BR (Lista Brasileira de Usuarios FreeBSD).

“Olá Lista,

Vídeo Tutorial mostrando a instalação do PFSense, passo-a-passo, ideal
para quem está querendo conhecer um pouco mais sobre esse poderoso
Firewall.

O Vídeo tem um total de 31 minutos, esta com a resolução de imagem um
pouco baixa para manter o tamanho do arquivo pequeno.

Este é meu primeiro screencast, então gostaria da opinião de vocês
sobre o vídeo.”

http://luizgustavo.pro.br/doku.php?id=noticias:video_tutorial_instalacao_do_pfsense

Mar 15

Explicando o BSD

Fonte: OpenIT

por Greg Lehey

No mundo do open source, a palavra “Linux” é quase um sinônimo de “Sistema Operacional”, mas esse não é o único sistema operacional UNIX de código aberto. De acordo com o Contador de Sistemas Operacionais da Internet, em Abril de 1999 31.3% das máquinas conectadas na rede rodam Linux. 14.6% rodam BSD UNIX. Alguns dos responsáveis pelas maiores operações da rede no mundo, como o Yahoo!, rodam BSD. O servidor FTP mais requisitado do mundo, ftp.cdrom.com, usa BSD pra transferir 1.4 TB de dados por dia. É claro, que não se trata de um nicho de mercado: O BSD é um segredo muito bem guardado.

Então, qual é o segredo? Por que o BSD não é melhor difundido, mais conhecido? Esse documento abordará essas e outras questões.

Ao longo desse documento, as diferenças entre o BSD e o Linux serão denotadas dessa forma.

1. O que é BSD?

BSD significa “Distribuição do Sistema de Berkeley”. É o nome da distribuição de códigos fonte proveniente da Universidade da Califórnia, Berkeley, as quais foram originalmente extensões para o sistema operacional UNIX do departamento de Pesquisas da AT&T. Vários projetos de sistemas operacionais de código aberto são baseados em uma distribuição desse código fonte, conhecido como 4.4BSD-Lite. Em adição, tais sistemas constituem-se de várias porções de outros projetos de Código Aberto, incluindo o notável projeto GNU. A constituição total do sistema operacional inclui:

  • O kernel BSD, que cuida do agendamento de processos, gerenciamento de memória, multi-processamento simétrico (SMP), dispositivos de controle, etc.Ao contrário do kernel do Linux, existem vários kernels distintos de sistemas BSD com diferentes características e recursos.
  • A biblioteca C, a API base do sistema.A biblioteca C do BSD é baseada em código proveniente de Berkeley, e não do projeto GNU.
  • Programas utilitários como shells, utilitários de manuseio de arquivos, compiladores, linkadores.Alguns desses programas são derivados do projeto GNU, outros não.
  • O sistema X Window, que provê uma interface gráfica.O sistema X Window usado na maioria das versões do BSD é mantido por um projeto separado, o Projeto XFree86. Trata-se do mesmo código usado por sistemas Linux. O BSD normalmente não especifica nenhum “desktop gráfico” como o GNOME ou o KDE,contudo, tais ambientes estão sempre disponíveis.
  • Muitos outros programas e utilitários.

2. O que é um UNIX de verdade?

Os sistemas operacionais BSD não são clones, mas sim, código livre derivado diretamente do sistema operacional UNIX da AT&T, que também é o ancestral dos modernos UNIX System V. Talvez isso lhe surpreenda. Como pode ser isso, se a AT&T nunca disponibilizou seus fontes como código aberto?

É verdade que o UNIX da AT&T não é Open Source, e do ponto de vista da licença de direitos legais, o BSD definitivamente não é UNIX, mas por outro lado, a AT&T importou muito código de outros projetos, especialmente do Grupo de Pesquisas de Ciências Computacionais da Universidade da Califórnia, em Berkeley, CA. Desde 1976 o CSRG lançava fitas magnéticas com cópias de seu software, o qual era chamado de Distribuição do Software de Berkeley ou BSD.

As versões iniciais do BSD consistiam-se fundamentalmente de programas à nível de usuário, mas essa realidade mudou dramaticamente assim que o CSRG fechou um contrato com a Agência de Pesquisas e Projetos de Avançados de Defesa (a DARPA) para atualizar os protocolos de comunicação que eram usados em sua rede, a ARPANET. Os novos protocolos passaram a ser conhecidos como Protocolos de Internet, e mais tarde como TCP/IP se tornando os mais importantes protocolos de todos os tempos. A primeira implementação amplamente distribuída desses protocolos eram parte do 4.2BSD, em 1982.

Ao longo da década de 80, várias empresas que produziam estações de trabalho começaram a se espalhar. Muitas delas preferiam licenciar o UNIX ao invés de desenvolverem sistemas operacionais por si mesmas. A Sun Microsystems em particular, licenciou o UNIX e implementou uma versão do 4.2BSD, a qual eles chamaram de SunOS. Quando a AT&T se deu permissão para vender o UNIX comercialmente, começaram a desenvolver uma implementação “na unha” chamada de System III, que seria rapidamente sucedida pelo System V. A base do código do System V não incluia o suporte a networking, então todas as implementações passaram a incluir software adicional do BSD, incluindo o TCP/IP, e também programas utilitários como o interpretador de linha de comandos csh e o editor vi. Em sua coletividade, estas aprimorações foram conhecidas como Extensões de Berkeley.

As fitas magnéticas do BSD continham código fonte da AT&T e por isso precisavam de uma licença de fontes do UNIX. Por volta de 1990, os fundos do CSRG estavam acabando. Alguns membros do grupo decidiram lançar o código BSD, que era Open Source, sem o código proprietário da AT&T. Finalmente isso aconteceu com o Networking Tape 2, normalmente conhecido como Net/2. O Net/2 não era um sistema operacional completo: aproximadamente 20% do código do kernel estava faltando. Um dos membros do CSRG, William F. Jolitz, escreveu o código que faltava e o lançou em 1992, como o 386BSD. Ao mesmo tempo, um outro grupo de membros do extinto CSRG formou uma empresa comercial chamada de Berkeley Software Design Inc. e lançou uma versão beta de seu sistema operacional, chamada de BSD/386, baseado nos mesmos fontes. Depois o nome do sistema operacional mudou para BSD/OS.

O 386BSD nunca se tornou um sistema operacional estável. Ao invés disso, outros dois projetos nasceram à partir dele, em 1993: O NetBSD e o FreeBSD. Originalmente os dois projetos divergiram devido à diferenças quanto à paciência na espera de novas melhorias no 386BSD: o pessoal do NetBSD começou o projeto no início do ano, e a primeira versão do FreeBSD não ficou pronta até o final do ano. No meio tempo, a base do código se modificou o suficiente para tornar difícil uma união. Em adição, os projetos tinham objetivos diferentes, como veremos a seguir. Em 1996, um projeto posterior, o OpenBSD, originou-se à partir do NetBSD.

3. Por quê o BSD não é mais conhecido?

Por algumas razões, o BSD é relativamente desconhecido:

1. Os desenvolvedores do BSD estão frequentemente mais interessados em aprimorar seu código do que fazer propaganda dele.

2. A maior parte da popularidade do Linux se deve a fatores externos ao projeto Linux, como a imprensa, e companias criadas para oferecer serviços em Linux. Até recentemente, os BSDs open source não contavam com tais proponentes.

3. Os desenvolvedores BSD tendem a ser mais experientes do que desenvolvedores Linux, e tem menos interesse em tornar o sistema fácil de utilizar. Novatos tendem a se sentir mais confortáveis com Linux.

4. Em 1992, a AT&T processou a BSDI, vendedora do BSD/386, alegando que o produto continha código proprietário da AT&T. O caso foi resolvido na corte, em 1994, mas os aspectos da litiginação continuam perseguindo as pessoas. Em Março de 2000 um artigo publicado na rede afirmou que o caso havia sido “resolvido recentemente”.

Um detalhe que o processo judicial carificou foi sobre a denominação: nos anos 80, os BSD eram conhecidos como “BSD UNIX”. Com a eliminação do último vestígio de código da AT&T no BSD, ele também perdeu o direito de ser chamado de UNIX. Contudo ainda podem ser vistas referências em títulos de livros como “the 4.3BSD UNIX operating system” e “the 4.4BSD operating system”.

5. Existe uma idéia que os projetos BSD sejam fragmentados e beligerantes. O Wall Street Journal falou de “balkanização” nos projetos BSD. Assim como o processo judicial, essas idéias se baseiam fundamentalmente em história antiga.

4. Comparando BSD e Linux

Então qual é realmente a diferença entre, digamos, o Debian Linux e o FreeBSD? Pra maioria dos usuários, as diferenças são surpreendentemente pequenas: Ambos são sistemas operacionais UNIX-like. Ambos são desenvolvidos por projetos não comerciais (é claro que isso não se aplica a muitas outros distribuições Linux). Na próxima seção, vamos dar uma olhada no BSD e compará-lo com o Linux. As descrições se aplicam mais ao FreeBSD, que somatiza uma média estimada de 80% das instalações de sistemas BSD, mas as diferenças pro NetBSD e pro OpenBSD são pequenas.

4.1. Quem é dono do BSD?

Nenhuma pessoa ou corporação é dona do BSD. Ele é criado e distribuído por uma comunidade de contribuidores altamente técnicos em todo o mundo. Alguns dos componentes do BSD são projetos Open Source gerenciados por mantenedores de projetos distintos.

4.2. Como o BSD é desenvolvido e atualizado?

Os kernels do BSD são desenvolvidos e mantidos seguindo o modelo de desenvolvimento do Open Source. Cada projeto mantém uma “árvore de código fonte” publicamente acessível sob o Sistema de Versões Concorrentes (CVS), que contém todos os arquivos fontes do projeto, incluindo documentação e outros arquivos acidentais. O CVS permite que usuários façam “check out” (em outras palavras, extrair uma cópia) de qualquer versão desejada do sistema.

Um grande número de desenvolvedores ao redor do mundo contribuem para as melhorias do BSD. Eles são divididos em 3 tipos:

  • Contribuidores escrevem código e documentação. Eles não tem permissão de commit (adicionar código) diretamente na árvore de código fonte. Para que seu código seja incluso no sistema, é necessário que seja revisado e aprovado por um desenvolvedor registrado, os quais são conhecidos como committer.
  • Committers são desenvolvedores com acesso de escrita na árvore do código fonte. Para se tornar um commiter, o indivíduo deve mostrar habilidade na área em que ele é ativo.Faz parte da responsabilidade individual de cada desenvolvedor considerar quando devem obter autorização antes de fazer um commit na árvore. No geral, desenvolvedores experientes podem fazer modificações que são óbviamente corretas sem precisar de consenso. Por exemplo, um commiter do projeto de documentação pode corrigir erros tipográficos ou gramáticais sem a necessidade de uma revisão. Por outro lado, espera-se que desenvolvedores que fazem alterações muito abrangentes ou complicadas enviem suas mudanças para revisão antes de adicioná-las. Em casos extremos, um membro do Grupo Central (Core Team) cuja função seja, o Arquiteto Principal pode ordenar que as modificações sejam retiradas da árvore do código fonte, em um processo conhecido como backing out. Todos os desenvolvedores recebem mensagens de correio eletrônico sobre cada alteração individual, portanto é impossível fazer alguma modificação secretamente.
  • O Grupo Central. O FreeBSD e o NetBSD cada qual, tem um grupo central que gerencia o projeto. Tais grupos centrais foram criados no decorrer dos projetos e seu papel não é sempre bem definido. Não é preciso ser um desenvolvedor para se tornar membro do grupo central, apesar de que, normalmente esse é o caso. As regras para o grupo central variam de um projeto para o outro, mas no geral eles tem mais voz na hora de dizer as direções que o projeto deve seguir, do que outros membros fora do grupo.

Esse modelo se diferencia do Linux em inúmeras maneiras:

1. Não existe uma pessoa em especial que controla o conteúdo do sistema. Na prática, essa diferença é sobretaxada, considerando que o Arquiteto Chefe pode solicitar que códigos sejam retirados do sistema, e que até mesmo o projeto Linux tem várias pessoas autorizadas a fazer modificações.

2. Por outro lado, existe um repositório central, um lugar único onde os fontes inteiros do sistema operacional podem ser encontrados, incluindo todas as versões anteriores.

3. Os projetos BSD mantém um “Sistema Operacional” completo, não apenas o kernel. Essa distinção é marginalmente proveitosa: nem o BSD nem o Linux são úteis sem aplicações. As aplicações usados sob BSD são frequentemente as mesmas aplicações usadas sob Linux.

4. Como resultado da manutenção formalizada de uma única árvore CVS do código fonte, o desenvolvimento do BSD é limpo, e é possível acessar qualquer versão do sistema por seu número de lançamento (release) ou por data. O CVS ainda oferece manutenção incremental ao sistema: por exemplo, o repositório do FreeBSD é atualizado em média 100 vezes por dia. A maioria dessas alterações são de pequena ordem.

4.3 Releases BSD

Cada projeto BSD oferece o sistema em três “versões (releases)” diferentes. Como no Linux, os releases são identificados por um número, como 1.4.1 ou 3.5. Em adição, o número da versão tem um sufixo, indicando seu propósito:

1. A versão de desenvolvimento do sistema é chamada de CURRENT. O FreeBSD relaciona um número ao CURRENT, por exemplo FreeBSD 5.0-CURRENT. O NetBSD usa um esquema de denominação um pouco diferente, adicionando um sufixo com uma letra única que indica modificações nas interfaces internas, por exemplo NetBSD 1.4.3G. O OpenBSD não adiciona números (”OpenBSD-current”). Todo novo desenvolvimento no sistema vai nesse branch.

2. Em intervalos regulares, entre duas a quatro vezes por ano, os projetos lançam uma nova versão de RELEASE do sistema, que é disponibilizado em CD-ROM e por download gratuíto em sítios de FTP, por exemplo OpenBSD 2.6-RELEASE ou NetBSD 1.4-RELEASE. A versão do RELEASE é destinada a usuários finais e é a versão normal do sistema. O NetBSD oferece ainda patch releases (releases de correções) com um terceiro dígito, por exemplo, NetBSD 1.4.2.

3. Conforme os problemas são encontrados em uma versão RELEASE, eles são corrigidos, e as correções são adicionadas à árvore CVS. No FreeBSD a versão resultante é chamada de STABLE, enquanto que no NetBSD e no OpenBSD elas continuam sendo chamadas de versão RELEASE. Novas características menores também podem ser adicionadas nesse branch depois do período de testes no CURRENT.

Em contraste, o Linux mantém duas árvores de código separadas: a versão estável e a versão de desenvolvimento. A versão estável tem ainda um número menor de versão, como 2.0, 2.2 ou 2.4. Versões em desenvolvimento tem o número menor ímpar, como 2.1, 2.4 e 2.5. Em cada caso, a versão é ainda seguida de um número posterior designando o release exato. Em adição, cada vendedor de Linux coloca suas próprias aplicações e utilitários à nível de usuário, portanto o nome de sua distribuição também é importante. Cada distribuição do vendedor ainda é acrescida de seu próprio número, então a descrição completa seria algo parecido com “TurboLinux 6.0 com kernel 2.2.14″

4.4. Quais são as versões disponíveis do BSD?

Em contraste com as numerosas distribuições Linux, existe apenas três BSDs de código livre. Cada projeto BSD mantém sua própria árvore de código fonte e seu próprio kernel. Na prática, as divergências entre o código à nível de usuário parece ser ainda menor entre os projetos BSD do que entre os vários Linux.

É difícil categorizar os objetivos de cada projeto: as diferenças são bastante subjetivas. Basicamente,

  • O FreeBSD clama por alta performance e facilidade de uso para usuários finais, e é o favorito de provedores de conteúdo da rede mundial de computadores. Ele pode ser usado em PCs e Compaqs com processadores Alpha. O projeto FreeBSD possui significativamente mais usuários do que os outros projetos.
  • O NetBSD clama pelo máximo de portabilidade: “é lógico que roda NetBSD”. Ele roda de máquinas palmtop à grandes servidores, e vem sendo usado até em missões espaciais da NASA. É particularmente uma boa escolha para rodar em equipamentos antigos que não sejam Intel.
  • O OpenBSD clama por segurança e pureza de código: ele usa uma combinação dos conceitos de código livre com rigorosas revisões de seu código para criar um sistema demonstravelmente correto, tornando-o a escolha de organizações conscientes com a segurança como bancos e departamentos do governo. Como o NetBSD, ele roda em várias plataformas.

Existem ainda dois sistemas operacionais BSD adicionais que não são de código livre, o BSD/OS e o Mac OS X da Apple:

  • O BSD/OS é o mais velho dos derivados do 4.4BSD. Ele não é de código livre, apesar que as licenças de seu código fonte é disponível a um preço relativamente baixo. Ele assemelha-se ao FreeBSD de diversas formas.
  • O Mac OS X é a mais recente versão do sistema operacional da linha Macintosh da Apple Computers Inc. Ao contrário do resto do sistema operacional, o kernel é código livre. Como parte desse desenvolvimento, desenvolvedores chave da Apple tem acesso de modificações na árvore do FreeBSD.

4.5. Como a licença BSD se diferencia da licença Pública GNU?

O Linux está disponível sob a Licença Pública Geral GPL (GPL), que foi planejada para eliminar o software proprietário (de fonte fechada). Em particular, qualquer trabalho derivado de um produto lançado sob a GPL também deve oferecer seu código fonte, caso seja requerido. Em contraste, a licença BSD é menos restritiva: distribuições apenas binárias são permitidas. Isso é particularmente atrativo para aplicações acopladas (embedded).

4.6. O que mais eu deveria saber?

Considerando que um número menor de aplicações estão disponíveis para o BSD do que para o Linux, os desenvolvedores do BSD criaram um pacote de compatibilidade Linux, que permite que programas Linux sejam executados sob BSD. O pacote inclui modificações no kernel, de forma a possibilitar as corretas chamadas de sistemas Linux, e arquivos de compatibilidade Linux, como a biblioteca C. Não existe diferença notável na velocidade de execução entre aplicações Linux rodando em uma máquina Linux e aplicações Linux rodando em uma máquina BSD de mesma velocidade.

A natureza “tudo do mesmo fornecedor” dos sistemas BSD implica na maior facilidade de atualização do que frequentemente acontece no caso do Linux. Os BSD oferecem atualizações de versões de bibliotecas oferecendo módulos de compatibilidade com versões mais antigas de bibliotecas, dessa forma é possível rodar binários que existem há vários anos sem o menor problema.

4.7. Qual eu devo usar, BSD ou Linux?

O que isso tudo significa na prática? Quem deve usar BSD? Quem deve usar Linux?

Essa é uma pergunta muito difícil para se responder. Aqui estão algumas considerações:

  • “Se não está quebrado, não conserte”: Se você já usa algum sistema operacional de código livre, e está feliz com ele, provavelmente não existe uma boa razão para mudar.
  • Sistemas BSD, em particular o FreeBSD, podem ter performance notávelmente superior ao Linux. Mas isso não é uma regra. Em muitos casos a diferença pode ser pouca ou até mesmo nem existir. Em alguns casos o Linux pode funcionar melhor que o FreeBSD.
  • No geral, sistemas BSD tem melhor reputação por sua confiabilidade, principalmente por ser resultado de uma base de códigos mais madura.
  • A licença BSD pode ser mais atrativa do que a GPL.
  • BSD pode executar código de Linux, enquanto o Linux não pode executar código de BSD. Como resultado, existe uma maior disponibilidade de software para BSD do que para Linux.

4.8. Quem oferece suporte, serviços e treinamento para o BSD?

A BSDi sempre ofereceu suporte ao BSD/OS e recentemente anunciaram contratos de suporte para o FreeBSD.

Em adição, cada um dos projetos tem uma lista de consultores que podem ser contratados: FreeBSD, NetBSD, e OpenBSD.

Mar 15

Nesta tarde de sábado, resolvi fazer este ‘tutorial’ pensando em ajudar aos colegas que possuem Notebook ITAUTEC W7630 a configurar em seu FreeBSD a placa de vídeo Unichrome com resolução 1280×800.

Na versão do Xorg 7.3 a placa Unichrome consta na lista como “OpenChrome”, porém, estou usando o driver VESA, que por sinal está rodando perfeitamente.

NOTA: Caso deseje testar sua placa de vídeo utilizando o driver VESA, basta apenas trocar todos os dados abaixos que contém VESA por OPENCHROME.

Supondo que já tenha o Xorg 7.3 instalado, verifique se o driver VESA foi instalado.

Digite no terminal:

d1avlo# pkg_info | grep vesa
xf86-video-vesa-1.3.0_1 X.Org vesa display driver
d1avlo#

Caso não obtenha resultado, instale o driver via Ports:

cd /usr/ports/x11-drivers/xorg-drivers/
make reinstall

Após a instalação do driver Vesa será necessário configurar o xorg.conf (nesse caso irei apenas citar as configurações ).
/etc/X11/xorg.conf

Na sessão device do seu xorg.conf configure com as seguintes linhas:
Section “Device”
Identifier “Card0″
Driver “vesa”
VendorName “Unknown Vendor”
BoardName “Unknown Board”
BusID “PCI:1:0:0″
EndSection

Na sessão Monitor do seu xorg.conf configure com as seguintes linhas:
Section “Monitor”
Identifier “Monitor Generico”
Vendorname “Generic LCD Display”
Modelname “LCD Panel 1280×800″
Horizsync 31.5-50.0
Vertrefresh 56.0 - 65.0
modeline “1280×800@60″ 83.46 1280 1344 1480 1680 800 801 804 828 -hsync +vsync
Gamma 1.0
EndSection

Na sessão Screen do seu xorg.conf configure com as seguintes linhas:
Section “Screen”
Identifier “Screen0″
Device “card0″
Monitor “Monitor Generico”
Defaultdepth 24
SubSection “Display”
Depth 16
Virtual 1280 800
Modes “1280×800@60″
EndSubSection
EndSection

Para baixar meu xorg.conf acesse o endereço abaixo ou clique aqui:
www.thiagotorres.com.br/downloads/xorg.conf

Que Deus ilumine a todos.
Forte Abraço,
Thiago Torres
www.t2web.com.br

Mar 15

Olá pessoal, por necessidade de uma empresa configurei um servidor FreeBSD 6.3-PRERELEASE para atuar como proxy, utilizando Ipfw + Squid.

Até então tudo bem, porém me deparei com um probleminha quando o pessoal do setor financeiro tentava acessar a conectividade social da caixa.

Então tive a necessidade de verificar qual IP/host que utilizava tal software para fazer a liberação.

Nota: não abordarei como fazer NAT ou compartilhar a internet , apenas as regras para o funcionamento do software conectividade social da caixa econômica.

Então inclui tais regras no firewall.

# No começo do script criei a variável $fw para binário do firewall
# Caso tenha uma outra variável para tal, modifique nas regras para

fw=”/sbin/ipfw”

# Criando as tabelas

$fw table 1 flush
$fw table 1 add obsupgdp.caixa.gov.br
$fw table 1 add 200.201.174.207

# fazendo proxy transparente
# utilizando a palavra not, tudo que seja diferente da tabela 1 com
# destino a porta 80 será redirecionado para porta do Squid, nesse caso
# porta 3128
#
# 192.168.10.254 - maquina com o Squid
# 192.168.10.0/24 - rede interna
# altere para os valores corretos de sua rede

$fw add fwd 192.168.10.254,3128 tcp from 192.168.10.0/24 to not table\(1\) 80

# liberando a entrada e a saída para o software da conectividade social
# altere a interface da placa de rede para que esteja conectada a internet
# no meu caso utilizo a rl0 pois ela é a externa

$fw add allow all from me to table\(1\) out xmit rl0
$fw add allow all from table\(1\) to me in recv rl0
Com essas regras obtive sucesso na utilização do software da caixa.

Espero ter ajudado!

Abraços,
Thiago Torres

Matéria no VivaoLinux aqui

Mar 13


Nizan Guanaes

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.

A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: “Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo. E ela responde: Eu também não, meu filho”.

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem, como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassú. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.

É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tendo consciência de que, cada homem foi feito, para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama sucesso.

Por último, peço-lhes que, em tudo que fizerem, no trabalho e fora dele, amem e honrem a Bahia. Amem a Bahia sobre todas as coisas, exceto Deus. Terra especial, verdadeiramente mágica, esta cidade já era a capital do Atlântico quando Nova Iorque era uma vila. 70% dela é negra. E o negro deu a ela tudo especial que ela tem, com exceção do mar.

Pois, façamos nós, administradores de hoje, uma Bahia racialmente democrática, orgulhosa de si mesma. E que o exemplo de Maria Quitéria, Joana Angélica, de nossos pais que lutaram por nós em Itaparica, nos inspirem a uma Bahia guerreira. A Bahia que conduziu o Brasil à independência, conduza agora o Brasil à prosperidade. Ama a tua terra. Cada pedra desta cidade é sagrada. Cada pedaço dela foi erguido com sangue. Ninguém tem mais motivos para ser herói que um baiano. Poucas terras foram agraciadas com tanto motivo para viver e para morrer. Com poucos, Deus foi tão generoso em riquezas e talentos. Num mundo conturbado, temos alegria. Nem a Suíça em sua fartura pode competir com esta Bahia pobre, que canta, sabe Deus porque e como.

Por isso mesmo, meu amigo, não tenha medo em nenhum momento do seu percurso. Mesmo que você não creia, haverá sempre a seu lado um Orixá. Um ser encantado. Fazendo milagres a seu pedido. Encantando os estrangeiros com seu jeito e seu sotaque. Derretendo a má vontade com seu sorriso. Porque, mesmo que você não mereça, Deus decidiu, sabe lá porque, lhe proteger. E, tendo tanto lugar nesse mundo para colocar você, o criador lhe tirou da fila e, sabe lá porque, lhe deu uma senha privilegiada e a responsabilidade de nascer na Bahia.

Discurso feito pelo publicitário Nizan Guanaes, como paraninfo de uma turma de formandos em Administração de Empresas, da Bahia.

Mar 12

Federico Biancuzzi acaba de publicar na coluna BSD Devcenter da ONLamp/O’Reilly uma entrevista com literalmente uma dúzia de desenvolvedores FreeBSD, onde ele conversa sobre algumas das principais novas características do FreeBSD 7. O mais curioso é que trata-se de uma visão do FreeBSD 7 do ponto de vista dos desenvolvedores, conduzida com maestria por Biancuzzi.

Federico faz a introdução à entrevista dizendo que o “FreeBSD está de volta à sua incrível performance e agora consegue tirar melhor proveito de sistemas com múltiplos núcleos e múltiplas CPU, tão melhor que alguns benchmarks tanto em Intel quanto AMD mostraram que o FreeBSD 7 está bem mais rápido que o Linux 2.6 em PostgreSQL e MySQL por exemplo.”

Entre o foco da entrevista destacamos a melhoria de performance na pilha de rede, no suporte SMTP, a adição plena e integral do protocolo SCTP, a nova pilha do IPSec, virtualização, frameworks de monitoração, sistemas de armazenamento de dados, o sistema de Ports, modificações no sistema de accounting, o novo modelo de alocação de memóri (jemalloc()), o tão discutido escalonador ULE, frameworks de monitoração do servidor, entre outros assuntos.

É sem dúvida uma leitura fortemente recomendada, que pode ser acessada aqui, no original (inglês).

*Fonte FUG-BR